Mensagem da Semana: O Cristão e o Sexo I - Defraudação


O CRISTÃO E O SEXO I - DEFRAUDAÇÃO


Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda ou defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação.

I Tessalonicenses 4:4-7

O apóstolo Paulo escreve aos tessalonicenses acerca da vontade de Deus para as suas vidas, a santificação, isto é, a separação de suas vidas para Deus. Este processo de santidade implica em abster-se, ou seja, para alcançar a santidade é necessário negar-se. Mas, negar o quê? Negar a pornéia (prostituição), o pecado sexual, relações sexuais ilícitas, a atividade sexual ilícita.

Para alcançar essa santidade faz-se necessário saber, ter a habilidade necessária para alcançar o fim desejado, em suma, respeitar a própria vida santificada a Deus.

Para isto, Paulo orienta aos crentes que evitassem o desejo pecaminoso e assim não ultrapassariam os limites, não transgrediriam. Soa como uma luta que visa guardar-se dando o melhor de si para Deus sem ofendê-lo e sem desejar o outro de modo a defraudá-lo, isto é, querer mais, ter mais do que é devido; tentar egoisticamente, ganhar mais, a qualquer custo e por todos os meios, independentemente dos outros e seus direitos.

Num relacionamento cristão, o namoro e o noivado devem guardar-se da defraudação, desse desejo de querer mais além do que é devido.

Os relacionamentos de namoro e noivado ultrapassam os limites do desejo.

Biblicamente, no casamento, o corpo do esposo é para a esposa e da esposa para o esposo, portanto, uma entrega mútua sem limites, sendo assim, o desejar-se mutuamente é incentivado pela Bíblia no matrimônio.

No namoro a defraudação deturpa esse princípio bíblico visando à satisfação carnal individual da pessoa estimulada pelos seus instintos sexuais tornando-se egoísta onde o que importa é o meu “eu” com o pretexto de satisfazer o “outro” fora do estado do matrimônio.

A falta de controle nos toques e carícias revelam falta de auto-controle no relacionamento e porque não dizer até mesmo falta de caráter, o caráter de Cristo, o caráter cristão.

As perguntas são: Onde começa o limite da defraudação? Isto é pessoal, ou seja, cada um determina seu limite? Há alguma base bíblica?

Para responder a pergunta sobre o limite da defraudação, pergunte-se a si próprio:

  1. Até onde eu iria no relacionamento com minha namorada(o)/noiva(o) se Cristo estivesse sentado ao meu lado?
  2. O meu relacionamento físico com minha namora(o)/noiva(o) na frente dos nossos pais e na ausência deles mantém a mesma motivação?
  3. Cada vez que estamos juntos, torna-se mais difícil controlar as carícias? Temos que mergulhar mais fundo no pecado para satisfazer nossas necessidades sexuais?

Fica cada vez mais evidente o princípio bíblico de que a intimidade do relacionamento é para o casamento, pois, no mesmo não há necessidade de se esconder dos pais, ou seja, lá quem for uma vez que deixamos pai e mãe para se tornar uma só carne. Não precisamos esconder de Cristo nada no casamento uma vez que em Sua própria Palavra Ele incentiva já ordenando a intimidade no matrimônio.

Para responder a pergunta sobre se a defraudação é de fórum pessoal (cada um determina seu próprio limite, segundo seu princípio), pergunte-se a si próprio:

  1. Os meus princípios corroboram (estão de acordo) com a Palavra de Deus acerca da santidade de vida?
  2. Os meus princípios são aplicáveis a qualquer indivíduo cristão, pois, refletem a vontade de Deus?
  3. Há base bíblica para o meu princípio?
  4. Tenho dificuldade para aceitar regras ou limites?
  5. O que Deus pensa sobre isto? O que a Sua Palavra me ensina?

O cristão amando a Deus, através de seu relacionamento com Ele guardar-se-á, separar-se-á para Sua vontade boa, perfeita e agradável.

Não vejamos apenas o lado difícil da vida cristã, mas o lado positivo e benéfico que refletirá numa vida abençoada como fruto da obediência a Deus.

Porém, e se nós não nos guardamos? No que implica o sexo fora do casamento?

Antes de falarmos sobre o sexo fora do casamento, tratemos primeiramente do sexo à luz da Bíblia.


Continua na próxima semana,


Pr. Rodrigo

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