O crente indiferente!


Leia Marcos 3:1-6. Passeie comigo...
Pior que um ímpio descrente é um crente indiferente.
Tudo começa como uma vida piedosa e cheia de virtudes.
Aos domingos entro na igreja, ouço a Palavra e a recebo com grande alegria. Entretanto, um belo dia sou por ela confrontado, quando seu poder curador ameaça mexer em minhas feridas, frustrações e pecados para me sanar. Percebo que estou diante de um processo de cura muito dolorido e como uma criança muito sapeca tento esconder do pai as minhas doenças e dores. Engano meu, pois, estou tentando escondê-las de mim mesmo.
Visto então uma capa poderosa onde pensa minha cabeça estar enganando o pai, mas engano, sem perceber, a mim mesmo. A capa da religião. O pai e os meus irmãos não precisam saber que estou enfermo (engano meu) e mais, como uma atitude defensiva tentando tirar o foco de sobre mim, passo a apontar as feridas, frustrações e pecados dos meus irmãos.
Tenho uma idéia brilhante! Crio uma espécie de farmácia clandestina da alma com meus métodos paliativos tentando recriar as fórmulas do pai que não atingem ao foco das doenças, mas mantém a mim e meus irmãos vivos aproveitando-me do mercado lucrativo da fé, isto é, um fundamentalismo baseado nas minhas interpretações sem, contudo, permitir que me interpelem. Afinal de contas, não posso permitir que surjam dúvidas, meios e atalhos que levem outros às minhas feridas, frustrações e pecados. Meu ego jamais pode ser contrariado, ou melhor, descoberto e tratado com a pena da crucificação.
Pois é. Pior que ímpio descrente é um crente indiferente.
Nosso coração, ou melhor, as nossas feridas, frustrações e pecados, os tumores da nossa alma afetam diretamente os olhos e ouvidos do nosso coração se não forem tratados. Já não passamos a ouvir e enxergar a nossa real necessidade e a real necessidade do outro, aliás, se ouvirmos, será para satisfazer o nosso ego através da manipulação de nossa aparente experiência de cura. Na verdade, isto é prova de que deixamos de amar, pois, não permitimos que o AMOR – Deus por meio de sua Palavra nos penetre com seu poder curador e nos sare.
Como diz o ditado, o pior cego é aquele que não quer ver. Não queremos ver quem realmente somos! Também não queremos que vejam quem somos e tudo aquilo que ameaça nossa imagem, será subjugado pela nossa "espiritualidade".
Então, como dar ao outro aquilo que muitas vezes não nos permitimos receber por conta do medo de expor nossas mazelas, se é que seremos expostos? Como age o AMOR?
Há esperança para o coração endurecido, que não vê que está diante de si e não ouve o que se escuta altissonante?
Para Deus tudo é possível. A Sua GRAÇA e MISERICÓRDIA é a cura que os crentes indiferentes precisam. Eles precisam fazer como o publicano que orou com sua alma a sua mazela e não como o fariseu que orou com seu ego enaltecendo o fruto da sua própria cegueira.
Oremos todos os dias para que Deus nos guarde da indiferença, produto de uma vida religiosa e fundamentalista.
Enquanto reflito na continuidade dessa reflexão, permita-se refletir sobre base da sua FÉ E O QUANTO VOCÊ TEM PERMITIDO QUE O AMOR DE DEUS LHE PENETRE.
No amor de Cristo,
Pr. Rodrigo

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