Igrejas não são lanchonetes


Por Bispo Ildo Mello
(grupo de pastores)

Atualmente, homens e mulheres deixam suas igrejas assim que acham algo de errado na liderança. Talvez seja a forma que o pastor usa para recolher as ofertas. Talvez seja como o dinheiro é empregado. Se não gostam da pregação do pastor, vão embora da igreja. Ou ele não é muito acessível ou é muito íntimo de todos. A lista de reclamações não termina. Em vez de enfrentarem as dificuldade e ter esperança, essas pessoas correm para onde parece não haver conflito.
Vamos encarar a realidade: Jesus é o único pastor perfeito. Então, por que nós não enfrentamos as dificuldades em vez de correr delas? Quando não enfrentamos esses conflitos diretamente, há uma grande oportunidade de sairmos de lá ofendidos. Algumas vezes dizemos que nosso ministério profético não foi bem recebido. Então, vamos de igreja em igreja, procurando uma liderança impecável.
Já tive inúmeras oportunidades de me sentir ofendido com minha liderança (a maior parte delas, devo acrescentar, por minha própria imaturidade). Tinha chance de me tornar crítico em relação à liderança; mas sair da igreja não era a saída. Em meio a uma circunstância bem difícil, o Senhor falou comigo através de um versículo: Esta é a forma que se deve sair da igreja: "Saireis com alegria e em paz sereis guiados" (Is 55:12 - Destaque acrescido).
Muitos não saem dessa maneira. Acham que igrejas são como lanchonetes: podem escolher e pegar o que mais gostarem! Sentem-se livres para ficar enquanto não houver problemas. Mas isso está em total desacordo com o que a Bíblia ensina. Não é você que escolhe a qual ir. Deus é quem escolhe! A Bíblia não diz: "Deus dispôs os membros colocando cada um deles no corpo, como aprouve a cada um". Ao contrário, a Bíblia diz: "Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo como lhe aprouve" (1 Co 12:18).
A Bíblia diz no Salmo 92:13: "Plantados na Casa do Senhor, florescerão nos átrios do nosso Deus" 
Note bem que aqueles que florescem são "plantados" na casa do Senhor. Que acontece com uma planta se a transplantarmos a cada três semanas? Muitos de vocês sabem que as raízes atrofiarão e a planta não crescerá ou prosperará. Se continuarmos transplantando-a, ela morrerá.
Muitos crentes vão de igreja em igreja, de ministério em ministério, na tentativa de se aperfeiçoarem. Se Deus os coloca em um lugar onde não recebem reconhecimento ou encorajamento, sentem-se facilmente ofendidos. Se não concordam com o modo como as coisas são feitas, sentem-se ofendidos e vão embora. Quando saem, culpam a liderança. Não enxergam suas próprias falhas de caráter e não percebem que Deus os quer refinar e fazê-los amadurecer diante das pressões que enfrentam.
Vamos fazer uma comparação com o exemplo que Deus nos dá sobre plantas e árvores. Quando um árvore frutífera é plantada, ela enfrentará o sol quente, as tempestades e o vento. Se uma jovem árvore pudesse falar, provavelmente diria: "Por favor, tire-me daqui! Ponha-me num lugar onde não haja este calor insuportável ou tempestades!"
Se o jardineiro acatasse o pedido da árvore, ele a prejudicaria. As árvores resistem às tempestades e ao sol forte, espalhando suas raízes mais profundamente. A adversidade que sofrem são a fonte de sua grande estabilidade. A severidade dos elementos da natureza faz com que elas procurem por outra fonte de vida. Chegará o dia em que a árvore poderá enfrentar as maiores tormentas sem que sua habilidade de produzir frutos seja afetada.
Se não fugíssemos tão prontamente das barreiras espirituais, nossas raízes teriam a chance de ficar ainda mais profundas e fortes, e nossos frutos seriam muitos e doces aos olhos de Deus e ao paladar de seu povo! Seríamos árvores maduras que alegrariam ao Senhor, em vez de árvores arrancadas por falta de frutos (Lc 13:6-9) Não devemos evitar aquilo que Deus envia para que amadureçamos.
A Bíblia diz: "Embora sendo Filho aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu" (Hb 5:8).
O crescimento físico é uma função do tempo. Nenhuma criança de dois anos já teve um metro e oitenta. O crescimento intelectual é uma função do aprendizado. O crescimento espiritual não é uma função do tempo nem do aprendizado, mas é da obediência. 
Muitos, pelo tempo, já deveriam ser mestres, mas são ainda imaturos espiritualmente falando: "aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade" (2 Tm 3:7).
Precisamos permitir que a verdade penetre em nossa vida se quisermos crescer e amadurecer. Não é suficiente aceitá-la mentalmente sem obedecer-lhe. Embora continuemos a aprender, nunca amadurecemos por causa da desobediência.

Extraído do Livro de John Bevere: A ISCA DE SATANÁS - Saiba  como enfrentar e vencer o inimigo

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