Sermão 14/07/2015 - Igreja: Uma comunidade de discípulos que amam com o amor de Cristo

TEMA: Igreja: Uma comunidade de discípulos que amam com o amor de Cristo!
João 14:23

Amados irmãos e irmãs, graça e paz!

Na semana passada o CMC Ariano deu início à série de mensagens sobre IGREJA: UMA COMUNIDADE DE DISCÍPULOS. Ele falou sobre a importância e as evidências de uma comunidade unida e fortalecida no mesmo propósito assim testemunhando do amor de Deus.
Hoje quero falar com vocês sobre um assunto que para muitos é utópico, pensando na sua aplicação na vida em comunidade, isto é, na vida da igreja. O assunto é o amor. Muitas pessoas foram feridas em nome de Deus, que é amor. Há outros que diante da necessidade do mundo e da passividade de alguns que frequentam igreja, afirmam categoricamente que não existe amor na comunidade. Quem vive a igreja institucionalmente ou a viveu institucionalmente se frustrou e desconfia que esse amor seja possível. O amor não é institucional. Vivemos um tempo de desconfiança das instituições e pessimismo das pessoas, chamada era da pós-modernidade. A igreja está inserida nessa era e não ficará ilesa, mas tem nessa era uma grande oportunidade. Também não é nenhuma novidade para nós que, por vivermos os últimos tempos, estamos a caminho do esfriamento do amor (Mateus 24:12). A igreja é chamada a viver um amor aquecido diante de uma sociedade cujo amor está enfraquecido. Quero, a partir da vida e dos ensinamentos de Jesus, compartilhar o que Deus espera de nós enquanto comunidade orgânica de discípulos. Igreja é uma comunidade de discípulos que ama, pois, ser discípulo de Cristo é amar.

1.O amor de Cristo é um amor por inimigos (Lucas 23:34)
Jesus é crucificado por seus malfeitores. A Bíblia diz que Jesus ora por eles. Quando lemos o evangelho de Mateus 5:43-48, vemos que Jesus nos ensina esse princípio que é desafiador, pois, confronta o EGO de qualquer pessoa. Recentemente um assunto tomou conta das redes sociais. A transexual “crucificada”. Vi muitos comentários e muita revolta, entretanto, o que Jesus faria em nosso lugar? Jesus fez irmãos e irmãs! De fato, foi muito desrespeitoso e um caminho que talvez o diretor de marketing do evento, procurando provocar uma reflexão, seu projeto deu errado. Faremos então como Tiago e João quando Jesus é rejeitado pelos samaritanos quando eles estavam a caminho de Jerusalém? Pediremos a Deus fogo do céu sobre eles? (Lucas 9:54-55) De maneira nenhuma! Vamos amá-los. Pedro, quando quis defender Jesus cortando a orelha do Malco, ouviu estas palavras: “Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada perecerão.” (Mateus 26:52). A Bíblia é clara: “Não se deixe vencer pelo mal, mas vença o mal com o bem.” (Romanos 12:21)
Mahatma Gandhi, revolucionário da India protestou contra a Inglaterra e trouxe liberdade à sua nação sem pegar em nenhuma arma sequer. Há uma frase memorável dele que diz: “Primeiro eles te ignoram, depois riem de você, depois brigam, e então você vence”. Foi o que ele fez. A igreja é uma comunidade de discípulos que amam. “Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão.” (I João 4:20-21) A igreja é comunidade de discípulos quando é aperfeiçoada no amor aos inimigos. Vamos aquecer a lenha do amor. Acreditamos que uma igreja em células oferece um ambiente favorável para que as pessoas sejam fortalecidas e tratadas para amar a seus inimigos.
Pergunto: Quando manifestamos amor aos inimigos? Você precisou perdoar a alguém? Como isso foi libertador para a sua vida? Como isso poderia ter afetado negativamente a imagem da igreja para você?

2.O amor de Cristo é um amor encarnado (João 1:14; João 3:16)
Encarnar significa viver na carne. Quando falo sobre encarnar não me refere a viver no pecado, mas viver na pele o que o outro vive. Jesus encarnou, isto é, ele se tornou homem e veio sentir o que sentimos. Ele foi 100% homem, isto é, ele teve fome, sede, sono, ira, tentação, tristeza, angústia, solidão, enfim, Jesus encarnou e viveu encarnado em todos os sentidos. Seu amor encarnado se manifestou de diversas formas: I.Ele chorou a morte de Lázaro (João 11:33-35); II. Ele deu de comer à multidão (João 6:1-15); III. Restaurou a Pedro que o negou (João 21:15-19). Por isso, Ele pode se compadecer das nossas fraquezas e interceder por nós (Hebreus 4:14-16). A igreja é chamada a manifestar o amor encarnado de Cristo. No céu só entra o amor! O amor é manifesto em ações. Veja comigo Mateus 25:31-46. Para sermos reconhecidamente uma comunidade de discípulos, nosso amor deve ser encarnado. Acreditamos que uma igreja em células oferece uma estrutura mais eficiente para estarmos sensíveis às necessidades das pessoas na igreja e fora dela.
Pergunto: Você já teve oportunidade de manifestar esse amor encarnado a alguém? Como isso pode se tornar algo natural na sua vida? E que maneira a igreja pode viver esse amor sem ser apenas no domingo?

3.O amor de Cristo é um amor que confronta e constrange (Marcos 10:21)
No contexto dessa passagem (Marcos 10:17-22), Jesus é indagado por um jovem rico que deseja segui-lo. Entretanto, em dado momento da conversa Jesus o confronta a deixar tudo por Ele. Percebemos, portanto, que o amor de Cristo não é passivo diante da zona de conforto das pessoas que desejam servir a Deus segundo a sua maneira. O verdadeiro amor confronta a nossa zona de conforto e nos chama a viver uma vida radical com Cristo. Jesus não está irado forçando o rapaz a segui-lo, ou acusando-o por não querer segui-lo. Jesus apenas fita bem aquele rapaz e o ama. Como igreja, como comunidade de discípulos, somos chamados a ter a mesma atitude com aqueles que querem viver uma vida sem renúncia e abnegação. Fita-las e amá-las, depois confrontá-las. Se não houver um olhar intenso e muito amor, não há razões para confronto. Jesus não desiste de ninguém, bem como não obriga ninguém a segui-lo, mas tudo isso é operado no amor. A mulher adúltera (João 8:1-11) também foi confrontada por Jesus com uma atitude de amor. Sua palavra a ela foi: “nem eu te condeno”. Vá e não peques mais. Paulo escreveu: “Pois o amor de Cristo nos constrange...” (II Coríntios 5:14). A palavra constrange tem a ideia de algo que está pressionado. Somos pressionados pelo amor de Cristo a nos afastar daquilo que nos afasta Dele. É o seu amor em ação nos curando e libertando. Lembra-se de Zaqueu? Para ele Jesus não disse nada, apenas esteve com Ele. Aquela atitude de um homem santo em estar na casa de um grande pecador o constrangeu ao arrependimento (Lucas 19:1-10) e pelo que vemos na passagem, Jesus não disse sequer uma só palavra. A igreja de Cristo, a comunidade de discípulos é chamada a viver esse amor. Vamos aquecer a lenha do amor. Esse amor perdoa, liberta e restaura! Acreditamos que a igreja em células oferece um ambiente para as pessoas serem encorajadas ao perdão por meio do cuidado mútuo onde é manifestado esse amor.
Pergunto: Você já ficou constrangido pela atitude de alguém que lhe fazia o bem? Como podemos manifestar esse amor entre irmãos e no mundo que confronta e constrange?


Rodrigo Rodrigues Lima
Pastor

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