Sermão 09/08/2015 - Igreja: Uma comunidade de discípulos amados do Pai! Lc 15:11-32

TEMA: Igreja: Uma Comunidade Discípulos amados do PAI!
Lucas 15:11-32


Amados irmãos e irmãs, graça e paz em Cristo!

Hoje é uma data muito especial porque comemoramos no Brasil o Dia dos Pais. Um dia para comemorarmos o privilégio de sermos filhos! A alegria de conviver com um pai presente, amigo, protetor, provedor, que trouxe segurança financeira e emocional e é um modelo de homem para você. Realmente para estes é uma data mais que especial. Porém, é bem verdade que nem para todos foi assim e, logo, esta não é uma data especial porque nem todos tiveram o privilégio de ter um pai presente. A figura paterna é tida como a causa de ferida de muitas pessoas. Algumas tiveram um pai muito severo, outros um pai violento, outros um pai omisso, outros um pai ausente e se sentem ressentidas. Consultórios de psicólogos estão tomados por uma demanda de pessoas inseguras ou traumatizadas pelo simples fato de não receberem o amor fundamental, o amor de um pai. Quando muitas dessas pessoas vêm a Cristo ou crescem na igreja sob essa realidade no seu lar criam inconscientemente bloqueio com essa palavra PAI e em alguns casos chegam ao extremo de rejeitar em aceitar a Deus como PAI. Porém hoje Deus quer trazer cura para a sua alma e suprir todas as carências que você teve e saber que Ele é um PAI PRESENTE. Você é FILHO(A) DE DEUS. Deus o amou de tal maneira que foi capaz de dar seu único Filho por amor a você e JESUS veio revelar o PAI a nós. Ele veio revelar que somos AMADOS o PAI e que não devemos viver debaixo de jugo ou escravidão tentando merecer o AMOR do Pai. Ele simplesmente nos ama e Seu amor nos constrange e nos transforma.
No Velho Testamento primeiramente Deus se revelou como Elohim, o Deus criador. Depois ele se revelou a Abraão como El Shadday, o Deus todo suficiente. Mais tarde ele se revelou a Moisés como Jeovah, o Grande Eu Sou. A partir daí temos a revelação dos nomes redentivos de Deus: Jeovah-Jireh - “O Senhor que provê” (Gn 22:14; Fl. 4:19). Jeovah-Rafa - “Eu sou o Senhor que te sara” (Ex 15:26; I Pe 2:24, Is 53:4-5). Jeovah-Nissi - “Senhor nossa bandeira” (Ex 17:8-15). Jeovah-Shalom - “O Senhor nossa paz” (Jz 6:24; Jo 14:27). Jeovah-Ra’ah - “O Senhor meu pastor” (Sl 23:1). Jeovah-Tsidkenu - “O Senhor nossa justiça” (Jr 23:6; II Cor 5:21). Jeovah Makadesh – “O Senhor que nos santifica” (Ez. 20:12). Jeovah-Shamah - “O Senhor está ali” (Ez 48:35; Hb 13:5; Sl 23). Quando o Senhor diz: “Eu Sou” está abrangendo todos esses significados e muito mais. Veja que no antigo testamento chamar Deus de PAI não era algo muito simples. Qual era a criança que gostaria de se relacionar com um Deus temido por todos que fulminava os sacerdotes que entravam no Santo dos Santos se estivesse em pecado?
Porém, no tempo da graça Jesus vem para revelar o Pai. Ele disse: Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra. (João 17:6) Que nome é esse? O nome que resume bem todos os outros de Deus: PAI!
Infelizmente muitas pessoas não tem tudo o privilégio de se relacionar com Deus. Muitos o veem como um ser distante, barbudo, sentado em seu trono buscando uma oportunidade para nos castigar. Mas, essa não é a figura do PAI. Ele é amoroso e anseia se relacionar com os seus filhos.
Às vezes chego em casa cansado e a Giovanna e o Miguel querem logo me mostrar alguma coisa. “Confesso que não dou muita atenção algumas vezes, porém, “quando eu escuto” PAPAAIII”, corro logo para ver o que está acontecendo. Meus filhos sabem que vou logo atendê-los. Brinco com o Miguel de carrinho e sempre elogio as coisas que a Giovanna faz. Os abraço e beijo todos os dias, por isso, nessa intimidade ela não precisa dizer: “Excelentíssimo senhor Papai, poderia por obséquio socorrer-me?” Não! Filho que é filho sabe recorrer ao pai e o pai faz de tudo para socorrer seu filho. Assim é o nosso pai celestial.

Na parábola que lemos, o propósito de Jesus é revelar o Pai. Essa parábola certamente poderia ser chamada de “O Pai amoroso”. O fato do filho mais novo pedir a herança com o pai ainda vivo é uma forma de desejar a morte do pai. Mesmo assim o pai graciosamente dividiu com eles a herança.
Na cultura judaica o filho mais velho tinha direito a 66% da herança, uma porção dobrada em relação ao irmão mais novo. Mesmo tendo uma herança tão grande o filho mais velho nunca desfrutou dela.
O mais novo saiu pelo mundo e gastou todo o seu dinheiro em orgias e bebedices.
Quando não tinha mais dinheiro os seus amigos o abandonaram e ele se tornou um cuidador de porcos, a profissão mais indigna para um judeu. Num dia ele caiu em si e disse: “Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai” (João 15:17-20).
Em nenhum momento ele se importou por ter partido o coração do pai. Em hora alguma ele se preocupou com o pai, mas apenas consigo mesmo.  Ele voltou porque tinha fome. A barriga o levou de volta para casa. Mas mesmo assim o pai ansiava pelo filho perdido. É nesse momento que temos o retrato do nosso Pai. O mundo está clamando pelo amor do nosso Pai. Você precisa conhecer o seu PAI. Somos amados SEU!

1.O pai teve compaixão (Lucas 15:20)
Esse pai foi rejeitado por seu filho ao pedir a herança, mas mesmo assim seu coração estava cheio de compaixão e sempre esperando o seu filho ingrato. Assim é o coração de Deus. Ele não está cheio de ira, mas está pleno de compaixão por nós. Mesmo aquele filho ingrato não merecendo, o pai estava disposto a dar tudo novamente. Nosso Pai é generoso.

2.O pai correu (Lucas 15:20)
Homens com mais de 40 anos usavam grande túnicas e isso dificultava a corrida. Além disso, por serem considerados idosos não poderiam correr porque era um ato indigno e uma desonra. Perceba que o pai abriu mão de sua honra e de sua glória e correu. Esse é o único lugar na Bíblia que diz que Deus correu. Ele corre até nós. Esse é o PAI que temos.

3.O pai o abraçou (Lucas 15:20)
Há pelo menos 5 benefícios no abraço: a) Faz bem à saúde, pois, reduz os batimentos cardíacos e a pressão sanguínea, além de diminuir o risco de doenças cardíacas; b) Torna a gente mais feliz, pois, aumenta os sentimentos de apego, conexão, confiança e intimidade e ajuda a curar a solidão, o isolamento e até a raiva; c) Reduz o estresse, pois, a afeição física ajuda a atenuar nossas reações e situações estressantes e contribui para reduzir a ansiedade; d) Oferece proteção, pois, até mesmo cientistas encontraram evidências de que os abraços ajudam a reduzir nossas preocupações e medos existenciais; e) Fortalece relacionamentos, pois, as relações se fortalecem e adquirem níveis de profundidade, além e oferecer conforto a alguém que está passando por um momento difícil. Mas, o abraço é tão importante assim? Irmãos, Jesus está dizendo que o PAI que é Deus nessa parábola abraçou. A palavra abraço aqui no grego é a mesma de Atos 10:44. O pai abraçou, como que caindo sobre seu filho. Deus quer te abraçar hoje! Ele quer derramar do Seu Espírito sobre você. No abraço do pai, todo veneno do diabo é removido, o seu perfume tira o odor dos porcos, somos curados e restaurados e sentimos segurança e fé para desfrutar de nossa herança novamente.

4.O pai o beijou (Lucas 15:20)
O pai o beijou muitas vezes. O beijo é um poderoso símbolo de aceitação. O filho estava cheirando mal, mas o pai não se importou e o beijou, isto é, o aceitou. Símbolo de afeto e intimidade. Deus nos aceitou estando nós sujos pelo pecado e trocou as nossas vestes em Cristo Jesus. Esse é o Pai que Jesus veio revelar.

Nesse dia dos Pais, Deus quer se revelar como o Seu PAI. Ele quer curar suas feridas, quer limpar o seu coração e lhe dar uma nova identidade. Ele quer te chamar verdadeiramente de Filho.


Rodrigo Rodrigues Lima
Pastor
ispo Ildo
 - cantor

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